Mais uma dose, dois cubos de gelo, dois dedos de uísque.
A camisola transparente chamava a atenção para o bico dos seios levemente rosados e saudáveis. As unhas bem feitas entravam em harmonia com os pés delicados. As pernas bem depiladas realçando as curvas perfeitas. Os cabelos loiros bem escovados, como o macio do veludo, soltos, revoltosos, caídos sobre o ombro.
“Onde ele está?”
Eram pouco mais de duas da manhã, fazia frio lá fora.
O apartamento era tomando pela fumaça do Calton vermelho e o silencio era ensurdecedor.
Devenue sumia no sofá. Exausta. Entediada.
“Onde ele está?” pensava insistentemente, com os olhos fixos na porta sentindo as pálpebras cederam ao tédio, à embriaguês.
Seria mais uma noite sozinha, afundada numa garrafa de uísque envelhecido.
Sua vulva padecia. Molhada, contraída, vazia. Seu olhar tenso e longe pensando em quantas doses mais precisaria para parar de ceder às emoções. E se fosse preciso mais que a garrafa inteira? Seria necessário ir até o bar mais próximo?
“Ele disse que viria!”
Prometeu que estaria com ela aquela noite. Custasse o que custar.
Teria ficado preso no trabalho? Ou será que sua mulher passou mal de novo? Tantas hipóteses e nenhuma resposta. Era de enlouquecer.
Levantou do sofá, já meio tonta, contemplando com calma os ralos pingos de chuva pela janela. Lá de cima tudo era silencioso, calmo, quase não se ouvia os carros passando pela Avenida 85 que mesmo de madrugada, estava muito movimentada.
“Ele podia ao menos ter telefonado...”
Nada. Nem um sinal.
Até quando poderia viver daquele jeito? Até quando a idade lhe permitiria esse luxo de esperar? Perguntas retóricas e sem importância àquela hora da noite.
Contemplou por alguns instantes o apartamento deserto. Caminhou em círculos pela sala. Já não se lembrava porque se sentia tão sozinha.
Fechou os olhos como se nunca mais fosse abri-los de novo. Tomou a dose de uísque num só gole e sentiu o seu corpo esquentar rapidamente explodindo em fervorosa luxuria. As pontas dos dedos dos pés adormecidos e tomados por uma sensação psicológica de gozo. Desequilibrou-se por um instante caindo sobre os joelhos no carpete impecavelmente limpo. Ainda com uma mão segurava o copo vazio, ocupado somente pelas pedras de gelo ainda não totalmente derretidas. Tocou a vagina e a sentiu levemente molhada implorando para ser penetrada, varias varias varias vezes de novo e de novo. Lambeu os dedos lubrificados deixando morder de leve os lábios úmidos e carnudos. Sentiu-se ainda mais excitada. Com os olhos ainda fechados pegou um dos gelos do copo e chupou-os incessantemente, escorregando-os pelo queixo deixando carinhosamente arrepiarem os bicos dos seios rosados. Sentindo-se prestes a gozar, segurou o desejo descendo o gelo cuidadosamente até os pelos pubianos, penetrando cuidadosamente os dedos gelados varias varias varias vezes de novo e de novo, até finalmente sentir escorrer por entre a virilha o liquido quente e cheio de vitalidade. Reduziu um pouco da velocidade quase se rendendo a embriagues, quando se viu preste a querer gritar loucamente, gemer até não poder mais agüentar-se de prazer. E ali mesmo deitada no carpete penetrando-se deliciosamente, se deixando levar pelo movimento incessante dos quadris, gozou de novo até estar tão molhada como nunca esteve. Parou de uma vez, exausta e insaciável diante da melhor foda de sua vida.
quinta-feira, 18 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
À Lila.
À Lilá, a minha maneira.
(Vladimir Maiakóvski que me perdoe)
Se eu pudesse e os deuses permitissem, teria assistido hoje ao teu despertar.
Não pensei em ti nesses últimos tempos. Se pensei, pensei pouco... Uma quantidade insignificante diante do tanto que eu te amei ao decorrer desses três anos.
E se eu fosse parar pra pensar nesse instante o que você esta pensando, diria que sente o mesmo.
Temos vagas lembranças, uma vez ou outra, quando falamos de um determinado assunto com as varias pessoas que insistem ficar ao nosso redor... Mas quando ficamos sozinhos, somos apenas uma mera melancolia que se misturam no meio de tantas outras. Uma saudade nostálgica que nem é tão grande assim, mas mexe com o nosso subconsciente.
E eu, sinceramente, não sei como ainda consigo escrever como se fossemos um só, como se nunca tivéssemos deixado de ser.
“O ar está corroído pela fumaça do cigarro.
O quarto,
É um capítulo do ‘Inferno’ de khutchônikh.
Lembra,
Foi aqui, nesta janela
que pela primeira vez
acariciei, loucamente, teus braços.”
Eu deixei você deitar no meu colo, e aquela bateria enferrujada nos deixava afastados das pessoas que estavam no Lar naquele aconchegante finalzinho de tarde.
Começamos a nos acariciar de uma maneira tão comum e ingênua que ninguém mais naquela sala existia naquele momento, era mágico.
A sua respiração ofegante e nervosa afirmava o que estava pra acontecer: uma explosão inevitável de sentimentos. E pensando melhor agora, nem me lembro mais como foi que fomos parar naquele sofá empoeirado e quebrado.
Não gosto de me lembrar disso e eu sei que você também não. Vou parar por aqui.
“(...) hoje estás sentada lá
com um coração de metal.
Mas um dia
Talvez,
E xingando-me,
Tu me mandarás embora.
Na ante-sala turva, muito tempo o meu braço
Despedaçado por uma tremedeira
Não conseguirá encontrar a manga.
Fugirei
Jogando o meu corpo na rua.
Selvagem
Açoitado pelo desespero,
Ficarei louco.
Não, isto não deve ser.
Minha queria,
meu amor,
melhor nos separarmos
agora.
De qualquer maneira
Para onde quer que fujas
Meu amor pesará sobre ti
Como um grande altere.
Deixa-me, uma ultima vez,
Berrar a minha queixa amarga.
Se o boi
Está sobrecarregado pelo trabalho
Ele vai
E deita na água fria,
Mas afora teu amor,
Para mim,
Não existe mar,
E mesmo chorando,
Teu amor não me deixará paz.”
De qualquer maneira, para onde eu fugir, meu amor pesará sobre ti. Às vezes mais forte, às vezes menos, mas afora teu amor, para mim, não existe tempo.
Não sei se volto, e talvez não volte nunca.
E se voltasse, lha pediria em casamento; não aceitaria ‘não’ como resposta.
Prometo-te os extremos brasileiros, como prova do meu amor.
Levarei-te aos meus lugares preferidos e conversaremos sobre o que você gosta de conversar.
Mesmo não te reconhecendo mais... Sabendo que te conheço por essência, desconhecendo o seu instinto sonhador, perdido num mundo que eu não faço mais questão de participar.
Vou te convidar pra beber um absinto e tentar te convencer que você é o grande amor da minha vida.
“Se procura o teu descanso, o elefante fatigado
pode deitar, como um rei, na areia ardendo.
Mas para mim,
afora o teu amor
não existe sol.
Não sei onde estás. Nem com quem.
Se ele fosse poeta
Aquele que torturas assim, poderia trocar o teu amor
Pela glória ou dinheiro.
Mas a mim
Nenhum som deixa alegre
Afora o som do teu nome bem-amado.
Não vou me jogar pela janela,
Não vou tomar veneno
Nem apertar o gatilho contra a minha cabeça.
Para mim não existe lamina nem faca
A não ser o teu olhar.
Amanhã esquecerás
que te coroei,
que o teu amor incendiou a minha alma em flores
e o vão carnaval dos dias que te foram
vai dispersar as páginas do meu caderno...
As minhas palavras, folhas mortas,
Poderão forçar-te
A parar
Sem fôlego?
Ao menos me deixe
Cobrir de um ultimo carinho
Teu passo que se afasta.”
Se procura o teu descanso, sei que encontra. Como consegue tudo que quer a toda hora, e todo momento.
Mais a mim, afora teu amor, nenhum defeito teu irá me deixar sem inspiração.
Não sei onde estás, nem com quem. E sinceramente, não quero saber.
Pelos caminhos inseguros, que eu sei, continuas a percorrer
As pessoas que vem e vão, que te cumprimentam, ou não. Não me chamam a atenção.
Aquela que te faz agora companhia, se fosse poeta, te trocaria por algo maior e mais caro.
Mas competência lhe falta, como te falta também.
Amanhã vai esquecer, hoje mesmo não te lembras,
Que ontem, e talvez a vida toda,
Sem você meu amor, eu não sou ninguém.
Perdão forçá-lo, como sempre faço.
Forçar-lo a dizer e fazer o que não queres.
Principalmente pensar. Sei que te obrigo a pensar mais do que gostaria.
Ao menos me deixe
Envolver-te de um ultimo gesto de amor.
"Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente."
(Vladimir Maiakóvski que me perdoe)
Se eu pudesse e os deuses permitissem, teria assistido hoje ao teu despertar.
Não pensei em ti nesses últimos tempos. Se pensei, pensei pouco... Uma quantidade insignificante diante do tanto que eu te amei ao decorrer desses três anos.
E se eu fosse parar pra pensar nesse instante o que você esta pensando, diria que sente o mesmo.
Temos vagas lembranças, uma vez ou outra, quando falamos de um determinado assunto com as varias pessoas que insistem ficar ao nosso redor... Mas quando ficamos sozinhos, somos apenas uma mera melancolia que se misturam no meio de tantas outras. Uma saudade nostálgica que nem é tão grande assim, mas mexe com o nosso subconsciente.
E eu, sinceramente, não sei como ainda consigo escrever como se fossemos um só, como se nunca tivéssemos deixado de ser.
“O ar está corroído pela fumaça do cigarro.
O quarto,
É um capítulo do ‘Inferno’ de khutchônikh.
Lembra,
Foi aqui, nesta janela
que pela primeira vez
acariciei, loucamente, teus braços.”
Eu deixei você deitar no meu colo, e aquela bateria enferrujada nos deixava afastados das pessoas que estavam no Lar naquele aconchegante finalzinho de tarde.
Começamos a nos acariciar de uma maneira tão comum e ingênua que ninguém mais naquela sala existia naquele momento, era mágico.
A sua respiração ofegante e nervosa afirmava o que estava pra acontecer: uma explosão inevitável de sentimentos. E pensando melhor agora, nem me lembro mais como foi que fomos parar naquele sofá empoeirado e quebrado.
Não gosto de me lembrar disso e eu sei que você também não. Vou parar por aqui.
“(...) hoje estás sentada lá
com um coração de metal.
Mas um dia
Talvez,
E xingando-me,
Tu me mandarás embora.
Na ante-sala turva, muito tempo o meu braço
Despedaçado por uma tremedeira
Não conseguirá encontrar a manga.
Fugirei
Jogando o meu corpo na rua.
Selvagem
Açoitado pelo desespero,
Ficarei louco.
Não, isto não deve ser.
Minha queria,
meu amor,
melhor nos separarmos
agora.
De qualquer maneira
Para onde quer que fujas
Meu amor pesará sobre ti
Como um grande altere.
Deixa-me, uma ultima vez,
Berrar a minha queixa amarga.
Se o boi
Está sobrecarregado pelo trabalho
Ele vai
E deita na água fria,
Mas afora teu amor,
Para mim,
Não existe mar,
E mesmo chorando,
Teu amor não me deixará paz.”
De qualquer maneira, para onde eu fugir, meu amor pesará sobre ti. Às vezes mais forte, às vezes menos, mas afora teu amor, para mim, não existe tempo.
Não sei se volto, e talvez não volte nunca.
E se voltasse, lha pediria em casamento; não aceitaria ‘não’ como resposta.
Prometo-te os extremos brasileiros, como prova do meu amor.
Levarei-te aos meus lugares preferidos e conversaremos sobre o que você gosta de conversar.
Mesmo não te reconhecendo mais... Sabendo que te conheço por essência, desconhecendo o seu instinto sonhador, perdido num mundo que eu não faço mais questão de participar.
Vou te convidar pra beber um absinto e tentar te convencer que você é o grande amor da minha vida.
“Se procura o teu descanso, o elefante fatigado
pode deitar, como um rei, na areia ardendo.
Mas para mim,
afora o teu amor
não existe sol.
Não sei onde estás. Nem com quem.
Se ele fosse poeta
Aquele que torturas assim, poderia trocar o teu amor
Pela glória ou dinheiro.
Mas a mim
Nenhum som deixa alegre
Afora o som do teu nome bem-amado.
Não vou me jogar pela janela,
Não vou tomar veneno
Nem apertar o gatilho contra a minha cabeça.
Para mim não existe lamina nem faca
A não ser o teu olhar.
Amanhã esquecerás
que te coroei,
que o teu amor incendiou a minha alma em flores
e o vão carnaval dos dias que te foram
vai dispersar as páginas do meu caderno...
As minhas palavras, folhas mortas,
Poderão forçar-te
A parar
Sem fôlego?
Ao menos me deixe
Cobrir de um ultimo carinho
Teu passo que se afasta.”
Se procura o teu descanso, sei que encontra. Como consegue tudo que quer a toda hora, e todo momento.
Mais a mim, afora teu amor, nenhum defeito teu irá me deixar sem inspiração.
Não sei onde estás, nem com quem. E sinceramente, não quero saber.
Pelos caminhos inseguros, que eu sei, continuas a percorrer
As pessoas que vem e vão, que te cumprimentam, ou não. Não me chamam a atenção.
Aquela que te faz agora companhia, se fosse poeta, te trocaria por algo maior e mais caro.
Mas competência lhe falta, como te falta também.
Amanhã vai esquecer, hoje mesmo não te lembras,
Que ontem, e talvez a vida toda,
Sem você meu amor, eu não sou ninguém.
Perdão forçá-lo, como sempre faço.
Forçar-lo a dizer e fazer o que não queres.
Principalmente pensar. Sei que te obrigo a pensar mais do que gostaria.
Ao menos me deixe
Envolver-te de um ultimo gesto de amor.
"Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente."
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
É como se tudo fosse errado.
Como se eu torcesse pro time errado, bebesse a bebida errada, fumasse o cigarro errado ou gostasse da pessoa errada.
Tivesse o peso errado, usasse as roupas erradas, visse o seriado errado, lesse o livro errado, assistisse aos filmes errados, gostasse dos atores errados.
Como se eu cantasse as musicas erradas, beijasse as pessoas erradas, desse valor as pessoas erradas, tivesse a cor do cabelo errado.
Morasse no lugar errado, usasse o esmalte errado, jogasse o esporte errado, lavasse a cabeça com o shampoo errado.
É como se tudo fosse errado, e eu gostasse loucamente desse errado.
Bebesse a cerveja errada na distribuidora errada discutindo assuntos errados e fosse levada a sério nos momentos errados.
Fizesse o curso errado no horário errado, pegasse o ônibus errado no ponto errado.
Usasse a maquiagem errada, tomasse do café errado, jogasse sinuca com o taco errado, pedisse carona pra pessoa errada, fizesse os comentários errados com as pessoas erradas.
Comesse a comida errada na hora errada, lesse o texto errado pro dia errado, gostasse da parte histórica errada, pegasse o caminho errado para ir a um lugar errado.
É como se eu fizesse sempre tudo errado entendendo de maneira errada que o certo não faz bem pra mim. O ‘errado’ é meu refugio, e é assim que me sinto mais humana.
Como se eu torcesse pro time errado, bebesse a bebida errada, fumasse o cigarro errado ou gostasse da pessoa errada.
Tivesse o peso errado, usasse as roupas erradas, visse o seriado errado, lesse o livro errado, assistisse aos filmes errados, gostasse dos atores errados.
Como se eu cantasse as musicas erradas, beijasse as pessoas erradas, desse valor as pessoas erradas, tivesse a cor do cabelo errado.
Morasse no lugar errado, usasse o esmalte errado, jogasse o esporte errado, lavasse a cabeça com o shampoo errado.
É como se tudo fosse errado, e eu gostasse loucamente desse errado.
Bebesse a cerveja errada na distribuidora errada discutindo assuntos errados e fosse levada a sério nos momentos errados.
Fizesse o curso errado no horário errado, pegasse o ônibus errado no ponto errado.
Usasse a maquiagem errada, tomasse do café errado, jogasse sinuca com o taco errado, pedisse carona pra pessoa errada, fizesse os comentários errados com as pessoas erradas.
Comesse a comida errada na hora errada, lesse o texto errado pro dia errado, gostasse da parte histórica errada, pegasse o caminho errado para ir a um lugar errado.
É como se eu fizesse sempre tudo errado entendendo de maneira errada que o certo não faz bem pra mim. O ‘errado’ é meu refugio, e é assim que me sinto mais humana.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
mas já não me interesso muito em causar impressões.

Um pouco mais disciplinada e nunca teria perdido a poesia de sentir o que sinto quando me lembro dos momentos em que estivemos juntos. Que podem ter parecido poucos, mais percebendo, ou não, foi um ano de convivência.
Instáveis, cada um a sua maneira. Descrevo assim o que somos, fomos e nunca vamos deixar de ser. Parece vago. E é. Não sei se o conheço mais... Nem sei dizer se um dia conheci. Apenas parto do principio que somos únicos, e pra mim, no momento, isso basta.
Queria lhe dar por um momento meus olhos e meu coração. Queria que você sentisse como eu sinto, vesse como eu vejo. Pelos deuses, linda vista daqui de cima. Prometeu um dia fazer parte de tudo isso comigo... Mas onde deixaríamos essa natureza de insatisfação que nos persegue tão incansavelmente?
Eu já pedi uma vez. Peço agora de novo: paciência.
Paciência por que a lei que escolhemos pra seguir é permutável, e mesmo sem querer admitir... Não, não damos conta de tudo isso. Olha como as coisas se movem! Olha a velocidade que mastigam nossas palavras! Tudo está parecendo muito mais inútil do que antes! E daqui a alguns anos, meses, semanas... Amanhã! Tudo será muito mais descartável do que o dia anterior. E o meu pai pode insistir o quanto quiser na maldita coleta seletiva, reciclar pra mim não faz sentido nenhum! Já me acostumei com todo esse lixo.
Conforte-me dizendo que de alguma maneira, ainda faço parte de você! E que vai me perdoar por essas palavras mal escritas que digito com tanta rapidez.
Sou um eterno coelho branco: sem tempo sem tempo sem tempo semtempo semtem...
Obedecendo a ordens e deixando pessoas encabuladas.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
14 de fevereiro.
Justo hoje que eu estava me sentindo mais bonita. A calça serviu direitinho, a blusa básica caiu bem, o detalhe das pulseiras, o cabelo que eu trancei cuidadosamente... me esforcei para manter tudo no seu devido lugar. Tomei um banho caprichado na água gelada, depilei as pernas, a virilha e as axilas; do jeito que você gosta.
Contudo, as horas foram passando. O seu celular desligado... “Onde será que você se meteu?”
Nem um telefonema, um e-mail, um recado, uma mensagem. Nada.
“Aconteceu alguma coisa, será?”
Se tivesse acontecido, uma hora dessas, eu já estaria sabendo.
Fui ficando com fome. Preparei um sanduiche, aproveitei para tirar os tênis e relaxar. Mais a minha inquietação era grande. “Assistir televisão? Mais e se ele me chamar e eu não escutar? Vou abaixar o volume. Pronto. Não! Já sei. Vou sentar lá fora. Mais e se o telefone tocar? Vou colocar a cadeira no meio, entre a saída e a entrada. Assim. Vou deixar o celular perto. Ele com certeza já deve estar chegando... disse que viria. Prometeu que viria.”
Contudo, as horas foram passando. O seu celular desligado... “Onde será que você se meteu?”
Nem um telefonema, um e-mail, um recado, uma mensagem. Nada.
“Aconteceu alguma coisa, será?”
Se tivesse acontecido, uma hora dessas, eu já estaria sabendo.
Fui ficando com fome. Preparei um sanduiche, aproveitei para tirar os tênis e relaxar. Mais a minha inquietação era grande. “Assistir televisão? Mais e se ele me chamar e eu não escutar? Vou abaixar o volume. Pronto. Não! Já sei. Vou sentar lá fora. Mais e se o telefone tocar? Vou colocar a cadeira no meio, entre a saída e a entrada. Assim. Vou deixar o celular perto. Ele com certeza já deve estar chegando... disse que viria. Prometeu que viria.”
domingo, 24 de janeiro de 2010
Uma resposta qe demorô.
Eu não sei se é a chuva que está muito rala e fria. Ou se é o sol, que é quente de mais.
Nunca mais consegui explicar. Se o problema é sempre citar a mesma frase, eu paro com isso.
“Tanto tempo, tantas coisas.”
Tem sempre alguma coisa fora do lugar. Se é a luz qe está apagada ou o horário de verão qe está atrasado. Tem sempre alguma coisa fora do lugar, com a órbita fora de nexo.
O objetivo é arranjar um motivo pra ir embora. Um motivo pra ficar. Um motivo pra não falar. Um motivo pra se esconder.
É sempre o lugar errado na hora errada com pessoas demais pra te explicar poucos motivos. Motivos criados.
Eu gosto da pegada e odeio a insistência.
A confiança gasta e as tentativas inúteis de ‘não guardar’. Existe tanto rancor.
E as tentativas inúteis... pelos deuses, as tentativas inúteis. São carregadas de desprezos mofados e palavras bêbadamente confessadas.
Se é a falta de criatividade ou o excesso de poesia, eu não sei... o qe te dá mais medo?
Tédio confortável ou insanidade, loucura deliciosamente perigosa (pra quem receia morrer sozinho), qe envolve o corpo com movimentos repetitivos.
Lucidez é normal, insanidade custa caro.
Eu sinto minha pele revidar o qe meu subconsciente pede. Eu sei pelo tremor, é uma sensação antiga... Eu conheço de cor. E juntando com os pensamentos qe eu sei qe passam pela sua cabeça, é criado todo um barato que eu... Não consigo mais explicar. E se o problema é usar sempre a mesma frase, eu paro com isso.
Meus movimentos não são obedecidos. Arrepio e respiro devagar.
Eu também teria me afastado se fosse você. Foi bem mais simples.
Mais você sente a mesma sensação qe eu? De não estar vivendo o suficiente? O limite estipulado? Que poderia ser melhor, ser diferente?
E o qe mais irrita: ainda tem jeito. Mais está tão longe, e o jeito qe está agora... está dando tudo tão certo.
Mesmo estando onde você queria estar, ainda não faz o qe realmente quer fazer.
É tão estranho te ver fazer isso... sério mesmo.
Não sei se é pqe eu conheci você fazendo sempre o qe te desse na telha. O meu beija-flor inconseqüente (é... qe um dia foi tão só meu. Tão irresistível).
Eu sinto você fazendo coisas qe se não fossem feitas, você se sentiria um inútil, desolado, fraco, sem importância. Como se a vida ficasse sem sentido. Acostumado a ser imprescindível aos que procuram alguma resposta em você, ou àqueles que sempre dependeram das suas iniciativas. Que viram em você um espelho, um exemplo.
Credo... joga esse ego fora!
Por que te dá tanto prazer se ver sendo a solução aos que por natureza ou livre arbítrio são passivos e de índole obediente desejam alguém para lhes dizer o que fazer?
São mais de quatro horas da manhã...
Quer saber o que meu coração grita?
Ele grita baixinho o que você esta pensando... Quer ouvir?
“Quando te magoei por querer foi assim: o início do fim
Quando te feri sem querer, mesmo assim te perdi
Mesmo sem querer, perdi você mesmo assim
Sem querer partir, eu parti
Foi assim... Sem se despedir
Sem nenhum sinal de adeus
Eu fugi, escapei
Entrei em contradição
Pensei em controlar o coração
Pensei que podia controlar o coração.”
Nunca mais consegui explicar. Se o problema é sempre citar a mesma frase, eu paro com isso.
“Tanto tempo, tantas coisas.”
Tem sempre alguma coisa fora do lugar. Se é a luz qe está apagada ou o horário de verão qe está atrasado. Tem sempre alguma coisa fora do lugar, com a órbita fora de nexo.
O objetivo é arranjar um motivo pra ir embora. Um motivo pra ficar. Um motivo pra não falar. Um motivo pra se esconder.
É sempre o lugar errado na hora errada com pessoas demais pra te explicar poucos motivos. Motivos criados.
Eu gosto da pegada e odeio a insistência.
A confiança gasta e as tentativas inúteis de ‘não guardar’. Existe tanto rancor.
E as tentativas inúteis... pelos deuses, as tentativas inúteis. São carregadas de desprezos mofados e palavras bêbadamente confessadas.
Se é a falta de criatividade ou o excesso de poesia, eu não sei... o qe te dá mais medo?
Tédio confortável ou insanidade, loucura deliciosamente perigosa (pra quem receia morrer sozinho), qe envolve o corpo com movimentos repetitivos.
Lucidez é normal, insanidade custa caro.
Eu sinto minha pele revidar o qe meu subconsciente pede. Eu sei pelo tremor, é uma sensação antiga... Eu conheço de cor. E juntando com os pensamentos qe eu sei qe passam pela sua cabeça, é criado todo um barato que eu... Não consigo mais explicar. E se o problema é usar sempre a mesma frase, eu paro com isso.
Meus movimentos não são obedecidos. Arrepio e respiro devagar.
Eu também teria me afastado se fosse você. Foi bem mais simples.
Mais você sente a mesma sensação qe eu? De não estar vivendo o suficiente? O limite estipulado? Que poderia ser melhor, ser diferente?
E o qe mais irrita: ainda tem jeito. Mais está tão longe, e o jeito qe está agora... está dando tudo tão certo.
Mesmo estando onde você queria estar, ainda não faz o qe realmente quer fazer.
É tão estranho te ver fazer isso... sério mesmo.
Não sei se é pqe eu conheci você fazendo sempre o qe te desse na telha. O meu beija-flor inconseqüente (é... qe um dia foi tão só meu. Tão irresistível).
Eu sinto você fazendo coisas qe se não fossem feitas, você se sentiria um inútil, desolado, fraco, sem importância. Como se a vida ficasse sem sentido. Acostumado a ser imprescindível aos que procuram alguma resposta em você, ou àqueles que sempre dependeram das suas iniciativas. Que viram em você um espelho, um exemplo.
Credo... joga esse ego fora!
Por que te dá tanto prazer se ver sendo a solução aos que por natureza ou livre arbítrio são passivos e de índole obediente desejam alguém para lhes dizer o que fazer?
São mais de quatro horas da manhã...
Quer saber o que meu coração grita?
Ele grita baixinho o que você esta pensando... Quer ouvir?
“Quando te magoei por querer foi assim: o início do fim
Quando te feri sem querer, mesmo assim te perdi
Mesmo sem querer, perdi você mesmo assim
Sem querer partir, eu parti
Foi assim... Sem se despedir
Sem nenhum sinal de adeus
Eu fugi, escapei
Entrei em contradição
Pensei em controlar o coração
Pensei que podia controlar o coração.”
sábado, 9 de janeiro de 2010
Eu, você e os meus balões.
Já estava tudo mais ou menos pronto.
Você com os seus assuntos multicoloridos e eu com o meu tédio em forma de mistério.
Se isso te fascinava ou não, eu já estava cansada de chamar a sua atenção.
Até ali, eu era só mais uma.
Mais uma que você ficou hipinotizado ao tomar mais cervejas do que consegue pagar, mais uma que comprou jujubas e passou na sua frente na hora de pagar o caixa. Mais uma que se jogou nos seus braços com tanta dificuldade para tirar 10 centavos dos sapatos.
Mais uma.
É claro que isso acontece com você todos os dias.
Conhecidência? Destino? Lugar certo na hora certa? Eu chamo de um delicioso acaso progamado.
Seja como for, eu estava sempre ali. O tempo todo.
Comprando jujubas, tirando 10 centavos dos sapatos.
Os cabelos bagunçados, os óculos sujos, o caderno na mão. O tempo todo.
As vezes de cara amarrada, as vezes cansada, um pouco suada, que seja mal humorada.
Os tênis sujos, a meia encardida, a virilha por depilar, os dentes por escovar, as unhas por fazer ou um pouca cansada pra entender.
Se foi a pomba-gira que baixou ou o calton qe acabou... Vai saber o que rolou. Eu só sei que depois de uma noite inteira, você realmente me notou.
Se era pra ter sido só um beijo, só uma noite, três meses, uma eternidade... Quem se arrisca a dar palpite sem julgar a nossa criatividade? Se deixem levar pelo ar delicioso desse abraço apertado.
Quer saber? Deixa de lado.
A gente resolve depois se tiver algo errado.
O repertório não tinha sido repassado, e se tinha um repertório progamado, eu esqueci de representar o que quer que tenha sido combinado.
Vai ver foi por causa de um certo vinho barato
Me embriagaram pouco antes do ato e eu nem estava mesmo interessada nesse maldito teatro!
E depois daquelas jujubas comidas, esbarradas engraçadas, cigarro picado aceso, nos entregamos a um curioso e estranho desejo.
Se foi rápido de mais, já no dia seguinte conheci os seus pais, eu prefiro não pensar nisso mais.
Eu entendo bem do nosso tempo contado, cronometrado, das inumeras vezes que dormimos abraçado, de quantos beijos significaram: "Obrigado por estar ao meu lado."
Talvez nem tenha notado, ou eu tenha dormido em cima do seu ombro machucado... Vai saber o que te deixou mais irritado.
Mas é do charme que eu mais gosto. Do cheiro de cebola nos dedos, sujos de terra ou todo machucado.
Ah... Foi um doce te amar...
Doce, salgado, amargo, apimentado. A lá farofa com bife requentado.
Já estava tudo mais ou menos pronto mesmo.
Se isso te fascina ou não, eu já cansei de chamar a sua atenção.
Você com os seus assuntos multicoloridos e eu com o meu tédio em forma de mistério.
Se isso te fascinava ou não, eu já estava cansada de chamar a sua atenção.
Até ali, eu era só mais uma.
Mais uma que você ficou hipinotizado ao tomar mais cervejas do que consegue pagar, mais uma que comprou jujubas e passou na sua frente na hora de pagar o caixa. Mais uma que se jogou nos seus braços com tanta dificuldade para tirar 10 centavos dos sapatos.
Mais uma.
É claro que isso acontece com você todos os dias.
Conhecidência? Destino? Lugar certo na hora certa? Eu chamo de um delicioso acaso progamado.
Seja como for, eu estava sempre ali. O tempo todo.
Comprando jujubas, tirando 10 centavos dos sapatos.
Os cabelos bagunçados, os óculos sujos, o caderno na mão. O tempo todo.
As vezes de cara amarrada, as vezes cansada, um pouco suada, que seja mal humorada.
Os tênis sujos, a meia encardida, a virilha por depilar, os dentes por escovar, as unhas por fazer ou um pouca cansada pra entender.
Se foi a pomba-gira que baixou ou o calton qe acabou... Vai saber o que rolou. Eu só sei que depois de uma noite inteira, você realmente me notou.
Se era pra ter sido só um beijo, só uma noite, três meses, uma eternidade... Quem se arrisca a dar palpite sem julgar a nossa criatividade? Se deixem levar pelo ar delicioso desse abraço apertado.
Quer saber? Deixa de lado.
A gente resolve depois se tiver algo errado.
O repertório não tinha sido repassado, e se tinha um repertório progamado, eu esqueci de representar o que quer que tenha sido combinado.
Vai ver foi por causa de um certo vinho barato
Me embriagaram pouco antes do ato e eu nem estava mesmo interessada nesse maldito teatro!
E depois daquelas jujubas comidas, esbarradas engraçadas, cigarro picado aceso, nos entregamos a um curioso e estranho desejo.
Se foi rápido de mais, já no dia seguinte conheci os seus pais, eu prefiro não pensar nisso mais.
Eu entendo bem do nosso tempo contado, cronometrado, das inumeras vezes que dormimos abraçado, de quantos beijos significaram: "Obrigado por estar ao meu lado."
Talvez nem tenha notado, ou eu tenha dormido em cima do seu ombro machucado... Vai saber o que te deixou mais irritado.
Mas é do charme que eu mais gosto. Do cheiro de cebola nos dedos, sujos de terra ou todo machucado.
Ah... Foi um doce te amar...
Doce, salgado, amargo, apimentado. A lá farofa com bife requentado.
Já estava tudo mais ou menos pronto mesmo.
Se isso te fascina ou não, eu já cansei de chamar a sua atenção.
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